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Crime hediondo

Desvio de verbas públicas podem se tornar em crime hediondo

Projeto foi protocolado pelo autor, o deputado José Nelto

28/05/2020 09h52
Por: Gideone Rosa
Fonte: O Dia Online
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Foi protocolado na Câmara dos Deputados um projeto de lei (2873/2020) que torna crimes que envolvem desvio de verbas públicas hediondos, entre eles peculato, inserção de dados falsos em sistema de informações, corrupção passiva, corrupção ativa e outros. Segundo a justificativa, se aprovada, a proposta fará com que estes crimes sejam “insuscetíveis de anistia, graça e indulto”.

De acordo com o autor do projeto, o deputado federal por Goiás, José Nelto (Podemos), o objetivo é erradicar o desvio de verbas públicas no Brasil. O parlamentar defende que esses crimes são de extrema gravidade e causam grandes danos à população, principalmente “aos cidadãos menos afortunados, que dependem dos inúmeros serviços públicos prestados pelo Estado.”

“Estou propondo a inclusão dos crimes dessa natureza no rol de crimes hediondos previstos na Lei nº 8.072. Quero que sejam inclusos nessa lista também o crime de peculato, inserção de dados falsos em sistema de informações, corrupção passiva, corrupção ativa, e corrupção ativa em transação comercial internacional, entre outros”, explicou José Nelto.

Projeto, além de tornar desvio de verbas públicas crimes hediondos, pede pena em regime fechado

Ainda de acordo com a proposta, quem for condenado por crimes que envolvem desvio de verbas públicas deverá cumprir a pena, inicialmente, em regime fechado. A progressão poderá ocorrer após o cumprimento de dois quintos da pena, se o réu for primário, e de três quintos, se for reincidente.

O projeto defende ainda que, se for necessária, a prisão temporária do agente poderá ter duração de trinta dias, e não de até cinco dias, como funciona para os demais crimes.

“Acredito que o endurecimento dessas penas possam colaborar para que aqueles que pensarem em infringir a lei, temam a punição, deixando assim de cometer o crime. Precisamos tentar de todas as formas inibir que o dinheiro público vá parar nas mãos de criminosos”, completou o deputado.

Fonte: Dia Online

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