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Passaporte falso

Documentos falsos de Ronaldinho Gaúcho serviriam para fazer negócios no Paraguai

Foi o que o jogador admitiu em depoimento

09/03/2020 08h48
Por: Gideone Rosa
Fonte: FolhaPress
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(Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)
(Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)

Defesa afirmou que Ronaldinho Gaúcho e Roberto Assis admitiram, nas duas audiências, que haviam cometido um ilícito

Ronaldinho Gaúcho e Roberto Assis, Sérgio Queiroz, disse, neste domingo (8), em Assunção, no Paraguai, que ambos estão detidos de forma “totalmente abusiva e ilegal”, e que a decisão do sábado (7), da juíza Clara Ruíz Díaz, de acatar o pedido do Ministério Público e determinar a prisão de ambos era “rasgar a legislação paraguaia”.

Queiroz afirmou que ambos admitiram, nas duas audiências, que haviam cometido um ilícito, mas que a promotoria, em sua primeira decisão, havia considerado que aplicava, para eles, o “critério de oportunidade”. “Pois ele entendeu que eles não agiram nem com dolo ao país, nem a eles mesmos”.

Para o advogado, essa é a decisão que estaria valendo, e que, o que ocorreu depois disso é ilegal. Nesse sentido serão apresentados recursos, a partir desta segunda-feira (9), para tentar reverter a situação e conseguir liberar ambos os brasileiros.

“Não há mais nada a ser investigado a partir do momento em que os dois admitiram que erraram. Acabou aí o ilícito.” Queiróz repetiu essa afirmação várias vezes, demonstrando alguma irritação.

Quando indagado sobre um possível vínculo com o crime organizado paraguaio por meio de Dalia López, que mandou produzir os passaportes falsos para os brasileiros, Queiróz disse que ambos não tinham “nenhum vínculo com ela além dos eventos de que participariam aqui no Paraguai”. López tem pedido de prisão emitido pela Justiça e está foragida.

Queiróz disse que a defesa focará nos erros processuais que considera que tenham sido cometidos e que a explicação sobre os documentos falsos é de que “foram oferecidos a Roberto como um modo para que fizessem negócios no Paraguai. E eles aceitaram essa proposta”. Indagado sobre que tipo de negócios, Queiróz não especificou “eles têm interesse em realizar negócios aqui como em várias partes do mundo”.

Queiróz esteve com os dois irmãos na manhã deste domingo (8) e afirmou que ambos estão sendo bem tratados, mas que estão “muito irritados com a situação”. Ronaldinho e seu irmão estão num presídio de alta segurança em Assunção, compartilhando uma cela.

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