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Internacional Empregos falsos

FBI adverte sobre golpes em busca de empregos

Cada vítima desses anúncios perde em média US$ 3 mil.

17/02/2022 às 09h01
Por: Gideone Rosa Fonte: Goiás Press/JN
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O FBI diz que os golpes de emprego falsos são antigos, mas com o aumento do uso de aplicativos de recrutamento e teleconferência durante os processos de recrutamento e seleção, as fraudes ficam facilitadas.
O FBI diz que os golpes de emprego falsos são antigos, mas com o aumento do uso de aplicativos de recrutamento e teleconferência durante os processos de recrutamento e seleção, as fraudes ficam facilitadas.

Por Vivaldo José Breternitz

O Internet Crime Center (IC3) do FBI está alertando que golpistas estão explorando fraquezas de verificação em sites focados em empregos para postar anúncios falsos que lhes permitem roubar informações pessoais e dinheiro de candidatos a emprego. Cada vítima desses anúncios perde em média US$ 3 mil.

Os golpistas invadem páginas de empresas em sites como Linkedin, por exemplo, ou até mesmo sites das próprias empresas, onde postam anúncios falsos que aparecem ao lado anúncios verdadeiros postados pela empresa, dificultando que os anúncios falsos sejam detetados.

O LinkedIn, de propriedade da Microsoft, publicou recentemente mais uma versão de seu Transparency Report, referente ao primeiro semestre de 2021. O relatório afirma que suas defesas automatizadas bloquearam 11,6 milhões de contas falsas provavelmente usadas para golpes; cerca de 85 mil outras contas foram bloqueadas depois de denúncias de usuários.

De acordo com o FBI, os golpistas também replicam anúncios de empregos legítimos, alterando as informações de contato e publicando-os em outros sites - dessa forma, as respostas são enviadas aos criminosos.

Em alguns casos, os golpistas usam nomes e cargos de funcionários reais da empresa nos anúncios falsos e usam essas identidades durante o processo de entrevista e contratação.

O FBI diz que os golpes de emprego falsos são antigos, mas com o aumento do uso de aplicativos de recrutamento e teleconferência durante os processos de recrutamento e seleção, as fraudes ficam facilitadas.

As vítimas geralmente recebem ofertas de trabalho e passam por entrevistas virtuais, terminando por receber um contrato de trabalho falso para assinatura, sendo também orientados a enviar dados sobre carteiras de motorista, números de seguro social, contas bancárias e cartões de crédito -- essas informações podem ser usadas para diversos tipos de fraude.

Também são solicitadas a pagar antecipadamente por verificações de antecedentes, treinamento e material de trabalho, sendo informadas de que serão reembolsadas em seu primeiro pagamento. Depois do pagamento, os golpistas desaparecem.

Evidentemente fica claro que golpes como estes serão aplicados por aqui, se é que já não estão sendo. Desconfiar sempre deve ser a regra!

O autor

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Vivaldo José Breternitz (foto), é doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, mestre em Engenharia Elétrica pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atualmente é consultor de empresas.

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