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Fertilizante: o pouco que faz a diferença!

Muitos consideram os fertilizantes como um produto tóxico. Essa é uma das maiores inverdades, pois os fertilizantes têm sua origem em produtos contidos na natureza.

17/12/2021 às 09h57
Por: Gideone Rosa Fonte: Goiás Press/JN
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Foto: Divulgação
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Valter Casarin Coordenador Científicos da NPV

O tema Fertilizante sempre traz discussões calorosas, principalmente para aqueles que desconhecem a sua origem, a sua função e, principalmente, a quantidade aplicada no solo.

A iniciativa Nutrientes para a Vida (NPV) tem desempenhado sua missão de esclarecer a população urbana sobre informações relativas a esse insumo, constantemente criticado por pessoas que desconhecem as reais funções dos fertilizantes. A origem das informações é proveniente de dados científicos, com objetivo de dar maior credibilidade e segurança aos leitores. 

Muitos consideram os fertilizantes como um produto tóxico. Essa é uma das maiores inverdades, pois os fertilizantes têm sua origem em produtos contidos na natureza. Sendo assim, eles não possuem moléculas tóxicas em sua composição. O uso dos fertilizantes é exclusivamente para alimentar as plantas, pois sua constituição é de nutrientes essenciais para o seu crescimento e produção.

Para entendermos a origem e como são fabricados os fertilizantes, vamos apresentar os 3 principais fertilizantes comercializados em todo o mundo, ou seja, aqueles que fornecem o nitrogênio, o fósforo e o potássio.  

Quando se trata dos fertilizantes nitrogenados, eles são originados da reação entre o N2, do ar atmosférico, e o H2, contido no gás natural. Essa reação dá origem a amônia (NH3), matéria-prima para a produção de todos os fertilizantes nitrogenados. Já os fertilizantes fosfatados e potássicos são originados de reservas minerais encontrados no subsolo ricos nestes nutrientes. Os processos para a produção dos principais fertilizantes usados na agricultura estão demonstrados na figura abaixo:

Muitos podem se perguntar se há necessidade de aplicar fertilizantes no solo para a planta crescer e produzir. Bem, podemos responder fazendo a analogia com uma criança que precisa se alimentar. Se você abrir a geladeira ou a dispensa da sua casa e não encontrar leite, pão, arroz, feijão, entre outros alimentos, seu filho não vai estar bem nutrido, em consequência terá seu crescimento e desenvolvimento comprometido. O mesmo ocorre com a planta. Quando ela não encontrar os nutrientes no solo, o seu crescimento e desenvolvimento será limitado, afetando a produção. A forma de resolver o problema de nosso filho é ir ao mercado e comprar os alimentos necessários para sua alimentação. Já, no caso das plantas, é pela adubação que são adicionados ao solo os nutrientes que estão faltando, ou seja, os fertilizantes possuem os nutrientes necessários para alimentar as plantas. 

Mas, é necessário fazer a adubação? 

Sim, com as perdas naturais de nutrientes no solo e as constantes retiradas pelas colheitas, os nutrientes são reduzidos a quantidades insuficientes para atender as necessidades das plantas. Precisamos entender a necessidade de repor ao solo os nutrientes que estão contidos nos alimentos colhidos e que saem do solo para nos alimentar. Desta forma, a adubação permite tirar mais alimento de uma mesma área, sem a necessidade de abertura de novas áreas, ou seja, sem a necessidade de desmatamento.

Você tem ideia da quantidade de fertilizante aplicada na adubação? 

Talvez você se surpreenda com a dose aplicada pela planta. Para exemplificar a dose de fertilizante aplicada, usaremos a adubação realizada na cultura da soja. A recomendação, segundo a exigência da cultura e os teores revelados pela análise de solo, é de 150 kg por hectare do produto MAP (fosfato monoamônico). Esse produto possui em sua composição os nutrientes nitrogênio e fósforo, dois dos principais nutrientes para a vida da planta. A dose aplicada equivale a 6,75 g por metro linear. Em cada metro linear tem 12 plantas de soja, o que permite concluir que cada planta receberá 0,56 g do fertilizante MAP. Isso mesmo, um pouquinho mais de 0,5 g para nutrir a planta durante seu ciclo de vida. Essa adubação visa fornecer principalmente o nutriente fósforo. A foto abaixo mostra o aspecto no solo da adubação do fertilizante MAP para a cultura da soja.

Solo com terra e plantas Descrição gerada automaticamente com confiança média

Desta forma, a NPV procura contribuir para o bom entendimento sobre o uso correto de fertilizantes, utilizando informações baseadas na ciência. O fertilizante é o meio mais barato e eficiente para devolver a fertilidade ao solo. Se retirarmos mais alimentos da mesma área, estaremos contribuindo para a manutenção das florestas e, também, para a segurança alimentar. A ação da adubação é uma forma de obter uma produção agrícola mais sustentável. Assim, afirmamos que “Para alimentar a população é necessário primeiro nutrir o solo”.

Sobre a NPV 

A NPV - Nutrientes para a Vida - nasceu com objetivo de melhorar a percepção da população urbana em relação às funções e os benefícios dos fertilizantes para a saúde humana. Braço da fundação norte-americana NFL – Nutrients For Life - no Brasil, a NPV trabalha baseada em informações científicas. O uso de fertilizantes de forma responsável e correta é o caminho para oferecer à sociedade oportunidade para maior segurança alimentar e qualidade nutricional dos alimentos e, sobretudo, produzindo de forma sustentável e com total respeito ao ambiente. Nutrir o solo, através dos fertilizantes, é a forma mais sensata de produzir alimentos em quantidade e qualidade para as pessoas, além de valorizar a preservação de nossas florestas. 

A missão da NPV é esclarecer e informar a sociedade brasileira, com base em estudos científicos, sobre a importância e os benefícios dos fertilizantes na produção e qualidade dos alimentos, bem como sobre sua utilização adequada.

A NPV tem sua sede no Brasil, é mantida pela ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) e operada pela Biomarketing. A iniciativa conta ainda com parceiros como: Esalq/USP, IAC, UFMT, UFLA e UFPR.

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