Sábado, 28 de Novembro de 2020
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Brasil Esgoto

Dejetos podem virar dinheiro

Iniciativas sociais mostram que esgoto tratado também pode virar fonte de renda

22/10/2020 08h18
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Por: Gideone Rosa Fonte: Goiás Press
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Quase 100 milhões de brasileiros não têm seus esgotos tratados de acordo com dados do Instituto Trata Brasil, o que representa quase metade da população brasileira (47,64%). Além disso, menos da metade (45,1%) do esgoto gerado no Brasil é de fato tratado, sendo o restante descartado irregularmente no meio ambiente, impactando negativamente à saúde e agravando quadros de doenças como diarreia, febre amarela, leptospirose, malária, esquistossomose e dengue, principalmente.

Saneamento básico é um tema urgente e tem sido bastante discutido em 2020 com a votação do novo marco legal, que pretende atingir a universalização até 2033, com meta de cobertura de 99% para o fornecimento de água potável e de 90% para coleta e tratamento de esgoto no País. Não se trata de uma meta fácil, mas os benefícios serão enormes. A cada R$ 1 real investido em saneamento básico, R$ 9 seriam economizados com saúde no Brasil, segundo porta-vozes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os ganhos econômicos não seriam apenas para governos, mas também diretamente para a população, como pela redução do número de faltas ao trabalho por doenças ocasionadas pela falta de saneamento básico. Além da questão da produtividade, alguns sistemas de tratamento de esgoto alternativos podem ainda gerar renda.

Iniciativa vencedora do Desafio Neve®, como parte do projeto global Banheiros Mudam Vidas, a Biosaneamento (São Paulo/SP) oferece treinamento para os membros das comunidades onde atua e todas as técnicas ensinadas pela equipe da organização – como a técnica chinesa de biodigestores com anéis de concreto – podem ser aprendidas gratuitamente e posteriormente vendidas como serviço.

“Em quatro comunidades nas quais atuamos, capacitamos 50 moradores e beneficiamos aproximadamente 130 pessoas. Nestes locais, a renda gerada já ultrapassa R$ 15,4 mil”, conta Luiz Alberto Fazio, presidente da Biosaneamento. Um biodigestor com anéis de concreto atende até 12 pessoas, uma média de três famílias. A instalação tem um custo de R$ 8 mil e pode ser feita em três dias, com custos aproximados de manutenção anual por volta de R$ 300. 

Outra tecnologia com potencial gerador de renda é a Fossa Séptica Biodigestora, uma solução que trata exclusivamente o esgoto do vaso sanitário, produzindo um efluente rico em nutrientes que pode ser utilizado no solo como fertilizante. Os dejetos deixam de ser um problema e passam a ser uma renda para família, sendo transformado em um adubo rico em nutrientes. O projeto foi criado por colaboradores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e adaptado com placas pelo projeto 10Envolver. A tecnologia leva cerca de três dias para ser instalada, com custo aproximado de R$ 1,7 mil com material e mão de obra, para uma residência de até 5 pessoas.

Já o Instituto Nacional do Semiárido desenvolveu em parceria com uma universidade de Campina Grande e o Patac uma tecnologia de tratamento de esgoto para reuso agrícola para solucionar o problema do saneamento da zona rural do semiárido brasileiro. É um sistema natural e sem necessidade de energia elétrica, de custo acessível e compacto. O sistema trata o esgoto em três etapas e todo o processo funciona com a ação do sol. Ao final do processo é liberada uma água livre de patógenos, mas sem eliminar macronutrientes importantes para as plantas, como nitrogênio, fósforo e potássio. De manutenção simples (uma pessoa sozinha é capaz de fazer) e com custo de materiais em torno de R$ 3.700,00 para atender até 10 pessoas, vem com o bônus de poder gerar renda complementar a agricultores por oferecer como subproduto uma água ainda mais nutritiva, com potencial de beneficiar a agricultura local.

Conheça mais iniciativas a favor da universalização do saneamento básico e apoiadas pela marca Neve® no site www.banheirosmudamvidas.com.br.

Sobre Banheiros Mudam Vidas

A Kimberly-Clark já atua globalmente na área do saneamento desde 2015. No Brasil, o projeto Banheiros Mudam Vidas foi lançado por meio da marca Neve®, em 2016. A primeira etapa do projeto foi realizada na Amazônia, em parceria com o UNICEF e impactou 230 mil pessoas. Em 2017, foi lançada a segunda etapa, um piloto da marca apoiando o empreendedorismo social. Na época, foi selecionado um projeto que tratou de criar uma tecnologia de sanitário seco adaptada aos diversos climas e regiões do Brasil. Foram implementados 18 banheiros durante a iniciativa.

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