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Redução do número de trabalhadores do agro na crise é menor frente a outros setores

O estudo, baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD-C)

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13/07/2020 08h52
Por: Gideone Rosa
Fonte: CEPEA
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Trabalhador no campo: diminuição da mão de obra no agro em meio à pandemia não desestabilizou o setor, segundo o Cepea. Foto: Pixabay
Trabalhador no campo: diminuição da mão de obra no agro em meio à pandemia não desestabilizou o setor, segundo o Cepea. Foto: Pixabay

No último trimestre do ano (de março a maio), o número de pessoas ocupadas na agropecuária somou quase oito milhões, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).

O estudo, baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD-C) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o número de ocupados (7.9 milhões) é o menor do setor em um trimestre desde 2012, quando teve início a série histórica da PNAD-C.

Porém, de acordo com o Cepea, a redução do número de ocupados na agropecuária nos últimos três meses (508 mil pessoas) ainda é pequena frente a outros setores da economia.

As atividades de comércio, serviços domésticos, alojamento e alimentação e construção, por exemplo, tiveram reduções, na comparação entre os trimestres móveis de 2019 e 2020, de 1,65 milhão, 1,15 milhão, 1,05 milhão e 1,02 milhão de pessoas, respectivamente.

O estudo mostra que o número de trabalhadores ficou bastante aquém do limite inferior do que pode ser considerado normal, segundo o modelo do Cepea. Analistas associam o resultado aos possíveis efeitos da pandemia de Covid-19 no setor.

Choques

A pesquisa indica ainda que população agropecuária observada no trimestre móvel encerrado em maio ficou 4,4% (ou 365 mil pessoas) abaixo do que era esperado para esse período. Esse contingente representa por volta de 4,5% do total de ocupados na agropecuária.

Neste caso, os pesquisadores do Cepea ressaltam que é usual observar choques de até 100 mil pessoas entre trimestres – até mesmo diferenças próximas de 200 mil pessoas já foram verificadas, como no trimestre até abril de 2020, informam os analistas.

No entanto, esta foi a primeira vez que o choque ficou superior a 300 mil pessoas, segundo o modelo do Cepea e considerando-se a série histórica da PNAD-C mensal.

Para mais informações sobre o mercado de trabalho no agronegócio, acesse o link: https://cepea.esalq.usp.br/br/mercado-de-trabalho-do-agronegocio.aspx

Fonte: Cepea

Equipe SNA

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