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Academias reabertas em Goiás já recuperaram 48,1% dos alunos perdidos durante a quarentena

O Levantamento foi feito pela startup Tecnofit em onze estados brasileiros, de 27 de abril a 31 de maio.

11/06/2020 16h28
Por: Gideone Rosa
Fonte: TecnoFit
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A lista de atividades que vêm recebendo autorização para voltar a funcionar está aumentando a cada dia. Em algumas cidades do estado de Goiás academias já tiveram o alvará de seus governos para reabrir com os devidos cuidados. Para entender como esse segmento econômico têm se comportado diante da reabertura, a startup de gestão de negócios fitness Tecnofit fez um grande levantamento. Com mais de 3 mil clientes em todo o território nacional, a Tecnofit monitorou esses negócios fitness desde o início da quarentena e também observou como foi a retomada deles em onze Estados que iniciaram a reabertura. Um desses estados foi Goiás. O resultado é que apesar das academias, estúdios e centros de treinamento do local terem perdido em média 59,8% dos seus alunos, após a retomada das atividades a recuperação de clientes foi de 48,1%. 

O levantamento da reabertura foi coletado entre 27 de abril e 31 de maio, e a análise dos números teve a  parceria dos especialistas e consultores em gestão de academias Luis Amoroso e Herbert Oliveira. Para chegar nesses dados foram monitorados os negócios fitness subdivididos em: academias (low cost, intermediário, premium e piscina), centros de treinamento (box de crossfit, artes marciais, espaços de treinamento funcional e crosstraining) e estúdios (pilates, yoga, pole dance e dança).   

Os onze Estados analisados foram escolhidos porque tiveram cidades em que a retomada das atividades das academias foi autorizada. São eles: Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Entre esses onze estados a média de perda de alunos ficou em 57% e a recuperação em 50,2%. 

“Consideramos que esses percentuais indicam um dado bastante positivo para o setor. Claro que haverá perdas, mas é importante estar preparado, porque as pessoas estão dispostas a retornar para suas atividades”, afirma o CEO da Tecnofit, Antonio Maganhotte Junior. Ele ainda conta que a startup vem monitorando as oscilações deste setor para inclusive poder auxiliar seus clientes (as academias) a passarem por esse período de pandemia com o menor impacto possível.     

Goiás foi o estado do Centro-Oeste com o desempenho mais mediano e bem próximo da realidade nacional. A perda de alunos ficou em 59,8%, enquanto que no Mato Grosso do Sul foi menor (51,5%) e no Mato Grosso foi bem superior (67,9%). Após a reabertura, o estado teve uma recuperação 48,1% de alunos, mais uma vez ficando perto da média nacional e o mediano em sua região. 

Panorama nacional: Amazonas tem a maior perda e Mato Grosso a maior recuperação 

Dentre os onze estados analisados o Amazonas foi destaque em seus números. Foi no estado da região Norte que aconteceu a maior perda de alunos durante a pandemia: 78,5% dos clientes de negócios fitness romperam seus contratos. Na sequência aparecem no ranking Espírito Santo (perda de 76,3%), Mato Grosso (67,9%), Tocantins (64,6%) e Minas Gerais (64%).  

Já no quesito recuperação de alunos após a reabertura o estado que melhor performou foi o Mato Grosso: 93,4%. Amazonas também foi bem e ficou em segundo lugar, com 89,7%. Em seguida: Tocantins (72,5%), Espírito Santo (70,8%) e Minas Gerais (57,6%).  

Maganhotte ainda comenta que o estudo demonstrou que o retorno nos onze estados, de uma forma geral, se mostrou gradativo. Se antes da pandemia a frequência média dos alunos dos centros de treinamento era de 36,2%; após a reabertura foi de 20,2% na primeira semana, 22,9% na segunda semana, 25%, 28% e 29,5% na terceira, quarta e quinta semanas respectivamente.  

Nas academias aconteceu a mesma coisa. A frequência semanal média anterior era de 40,2%. Na primeira semana de reabertura ficou em 19% e na segunda 21,5%. Na terceira o crescimento foi para 22%, na quarta para 24,7% e na quinta semana uma leve queda com 24,1%.  

“Isso demonstra que com o passar dos dias a confiança aumenta e as pessoas sentem-se mais seguras para o retorno. Claro que isso depende totalmente das atitudes que o estabelecimento vai tomar, assim como as medidas de segurança que vai oferecer neste momento”, avalia o especialista. 

Proximidade e forma de cobrança impactaram na queda de alunos 

Um dado importante que o levantamento da Tecnofit demonstrou foi que, se por um lado a queda de alunos é inevitável, algumas medidas a médio e longo prazo fizeram diferença neste aspecto nos onze estados analisados. A queda de alunos ativos divididos nas categorias analisadas foi a seguinte: -59,7% nas academias, - 52,2% nos centros de treinamento e –58,5% nos estúdios.  

Maganhotte analisa que a menor perda identificada nos centros de treinamento indica que o vínculo mais próximo e o sentimento de pertencimento ao grupo fizeram a diferença. “Sabemos que os alunos de crossfit, por exemplo, são muito engajados e os espaços nos quais eles treinam motivam isso. Essa proximidade com certeza faz com que esse aluno pense duas vezes antes de romper o contrato”, comenta o especialista. 

Já no caso dos estúdios, que apresentaram uma queda de alunos semelhante a das academias, foram observados dois aspectos: ticket médio mais alto e também a forma de pagamento muito recorrente em dinheiro. “Apesar da relação nos estúdios também ser bastante próxima, acreditamos que a forma de pagamento foi o principal entrave”, fala Maganhotte.  

Essa análise inclusive pode ser comprovada quando em outro traço da pesquisa se vê que a maior perda de alunos foi quando os métodos de pagamento são no débito (-72,7%) e em dinheiro (-70,2%). As menores perdas ficam para cartão de crédito (-43,2%) e recorrência online (-49,7%).  

O CEO da Tecnofit ainda cita que a comunicação e a interação durante a quarentena foram fatores importantes na retenção de clientes. “Em nosso estudo notamos que os estabelecimentos que proporcionaram neste período de quarentena treinos online exclusivos tiveram perda muito menor – 39,6%, do que os que não fizeram isso -43,9%”, aponta. 

Comunicação e sistema online são os principais conselhos para superar a crise 

Diante dos dados o CEO da Tecnofit afirma que os proprietários de estabelecimentos fitness devem repensar seus modelos de negócio e também se preparar para essa gradual retomada das atividades. Uma reflexão que Maganhotte propõe é sobre os sistemas online de pagamento e agendamento de aulas.  

“Os dados mostram que os pagamentos recorrentes são os que tiveram menor perda e isso faz total sentido. Modernizar-se não é apenas uma facilidade para o presente, mas um benefício para o futuro do seu negócio. Da mesma forma os agendamentos online devem ser um requisito importante no retorno às aulas. Assim o aluno consegue saber antes de sair de casa se estará seguro e com o limite máximo de pessoas permitido naquele espaço”, explica. 

Outro aspecto bastante relevante é a comunicação, seja ela a virtual neste momento de pandemia, como a corpo a corpo, quando os negócios reabrirem de fato. Clientes mais engajados com a sua marca têm maior chance de serem fiéis. “O uso de aplicativo, redes sociais, site, blog, whatsapp, newsletter e todas as ferramentas digitais disponíveis mostrou-se muito eficaz. O engajamento deve acontecer em todas as esferas. Dê dicas, grave vídeos, lembretes, cuidados. Ser relevante na vida dessas pessoas em todas as plataformas e cenários é essencial”, finaliza.   

Fonte: Tecnofit

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